Soltaremos as mãos
Quando partiste, deixei que fosse, pois entendia
que os rios das nossas vidas teriam de fluir.
Ficar, seria o medo de tomar decisões.
Entendemos. Nada é para sempre.
O essencial já vem naturalmente.
Enquanto o amor durou foi eterno,
e soubemos partilhar o que foi bom.
Agora, retornas.
A estrada não abre novos caminhos.
Estamos diante do abismo.
Soltaremos as mãos.
Sejamos leves, como os balões livres.
Não me impeça de saltar. Impedir-me seria
ressalta o medo de enfrentar a floresta.
Vou experimentar novas asas.
O mundo é grandioso.
O vento se encarregará de nós.
CK
Carlos Kahê
Enviado por Carlos Kahê em 19/04/2025
Alterado em 09/11/2025