Voar sob céus de estrelas
Meu delírio é voar sob um céu de estrelas.
Ser o mágico acendedor de luzes.
Voar pelo mundo acendendo as bolas de fogo.
Mas o que sou, senão distribuidor de hóstias
nas filas de compaixão...
A luz mais solar do meu oriente é o clarão indolente do meu candeeiro.
A poesia morreu afogada em meus sonhos.
Nas guerras antigas, mergulhei os desejos
nas águas escuras do Jordão.
Fui andarilho.
Dormi sob as árvores. Vi as constelações
mudarem de lugar. Queria poder anunciar
o Apocalipse.
Pois sei que as mortes dormem
dentro de nós.
A morte dos inocentes foram guardadas
nos porões dos grandes transatlânticos
Crianças perdidas, viajam agarradas aos trens de pouso.
Elas têm medo da morte.
Mas o apagador do tempo não têm
os seus endereços.
CK
Carlos Kahê
Enviado por Carlos Kahê em 11/03/2025
Alterado em 09/11/2025