Kahê em pessoa
Potências que existem em nós.
Textos
Medo Medo Medo
Agora, o medo trocou de mãos,
o medo trocou de lado,
o medo trocou de endereço,
vive no extremo avesso, dobrou à direita,
encontrou seu peso nos esgotos,
nos calabouços, nos subterrâneos negros,
onde o terror espreita e o ódio virou pagode.
O riso é nossa receita.
O medo se revigora... Medo pai, Medos filhos...
o medo faz careta para aquelas senhoras
de espíritos abomináveis e cruéis
que, sentados à mesa das forças, armaram
falcatruas infiéis.
Orgulhosos, os fantoches quebraram o palácio,
em filas desorientadas e desordenadas, eles prosseguem
de cabeça baixa, perdidos no mundo, com medo das sombras,
pedindo clemência, enquanto aguardam os venenos morais.
A todos eles, com carinho, a papuda e os galhos de arruda
nas orelhas, o gol do bangu versus bangu!
Foi um deus-nos-acuda na colmeia.
O talkey  tá on.
Gol contra da barrigada! Gol da Barriguda!
Antes de lançarem aos cães, a carne das democracias,
eles jogaram suas manobras de medos, armas e telefones,
no fundo das águas da Baía.
As milícias das igrejas acordaram.
Agora tem medo, os soldados, agora tem medo os pastores
e os demais opressores mapeados nas geografias.
Quando a ditadura enrijece, sua miragem de revolução quer
ocupar as vontades, mas omitem suas valentias.  
Agora não sabem mais o que fazer com os pneumáticos,
Com os incendiários e as velhinhas armadas de bíblias e bombas.
E os palhaços? ...  E os fugitivos. O circo cheio de marimbondos
E o palhaço fugiu do picadeiro.
O circo de loucos incendiou o globo.
O Globo de ouro!!!!!!
A Globo ficou calada. Minha senhora,
Eunice venceu!

CK
Carlos Kahê
Enviado por Carlos Kahê em 08/01/2025
Alterado em 13/02/2025
Comentários
Site do Escritor criado por Recanto das Letras