Sábado
Fou um sábado, como são sempre
os sábados.
Você chegou à minha vida
De chinelos de dedo e uma camiseta
colorida rasgada na altura dos ombros.
Quase fiz uma oferta gratuita,
Mas dei-lhe em troca, a avidez
dos meus olhos.
Venceste-me, naquele primeiro assalto
E eu não sabia o porquê de,
estando vencido continuar feliz.
Entrei na sua casa pelas portas
dos fundos
pisando os destroços de guerra
jogados sobre alicerces de brejo.
Entrei na sua vida, pelo jardim,
Lago Norte.
O lado mais florido e ensolarado.
Sob o azul intenso,
os nossos olhos brilharam sobre a areia.
Fizeste-me repensar o amor.
O amor.
Justamente o amor que havia muito,
o deixara de lado.
Em longos períodos de vida
Me mantive longe dos rituais amorosos.
Até aquele sábado, das sandálias de dedo
e dos ombros rasgados.
Destroçados pelo desejo,
nos sorvemos inteiros, das carnes
às lagrimas
Dos suores da lida aos rituais
de intrigas.
Tu te mostrastes tão unico, tão jovial
e tão doce...
que descerrei as bandeiras hasteadas
em outras paradas.
As tuas vitórias devolveram-me o poder emocional de estancar as veias da América Latina
e de renovar as leis de amores do mundo
sobre nós, designados.
A terra nos chamava de volta,
enquanto voávamos o nosso vôo
em espirais de nuvens.
Nosso propósito era o sol.
Juntos continuamos focados
amorosamente,
compartilhamos memórias,
empenhados em entender o projeto equivocado
das escolas, para os incêndios futuros.
Em alertas, mantivemos vivos
os corais longe dos colares
de bugingangas ...
Longe das grandes catedrais,
onde muitas bocas
falam em nome
de Deus.
Em alerta, nos mantivemos, longe dos lagos de espumantes,
dos grandes salões onde se comemoram
as terríveis e as mais temíveis desigualdades.
CK
Carlos Kahê
Enviado por Carlos Kahê em 06/01/2025