Sobre mim
Eu deveria ser mais um pouco audacioso.
Não sou. Não serei.
Sou o mínimo, arrojado.
Gostaria de ser o mais eficiente propagandista das minhas ideias,
dar a mais clara demonstração de conhecer a fundo as coisas mais aleatórias,
sobretudo ao que me proponho escrever.
Gostaria de atingir o mais alto padrão de conhecimento, mas não sou esse cara.
Talvez, me contente em ser uma via de mensagens que os espíritos elevados usam, quando pretendem transmitir algo, através de mim. Ops, não sou médium.
Mas sou justo, e almejo as realizações mais nobres, no cenário da poesia e do romance.
O objetivo de todo escritor é dar ao seu livro, o idealismo sublime que aprendeu com a vida.
A vida ensina, mas, dela, nada copio. Nada retenho.
Minha preocupação é não ser a nota discordante da sinfonia, nem arquiteto das aflições.
Não serei destruidor das minhas elevações, mas gostaria de ser o clarão na busca do reconehcimento.
Isto é mais claro que o ar!
Gosto dos espelhos. Diante deles me desnudo, e me transpareço.
Sou alma e espírito esculpidos em minha poesia.
Amo os elos e amo, também, as correntes, quando elas correm rentes
no fogo, no fogo das ruas, nas aguas de rio e marinhas, nos jardins e nas guerras.
Meus malos vêm para conhecê-los, Zen.
Ame o agora.
Amará é futuro.
Amo o vermelho. Amar Red não é se amarrar. Amarrar-se é ficar para trás.
Amo a amora. Ama-se o agora.
Amo as linguagens, quando ela reúnem costumes e valores e deixa as tribos comOvidas.
As tribos serão menos tribos, se forem aceitas como pátria.
E serão pátria, se estiverem aceitas e unidas.
Tento melhorar o meu modo de ser e de sentir a vida, pois aspiro a comunhão
entre o romance e a poesia.
Aspiro à delicadeza, para com o universo, e continuarei em busca desse aperfeiçoamento.
A grande alegria é poder chegar um dia e reconhecer-me eleito,
especialmente, corresponder às expectativas.
Morrerei feliz, se alguém encontrar no que escrevo, algo que faça jus à sua memória.
CK
Carlos Kahê
Enviado por Carlos Kahê em 06/01/2025